Duff McKagan conta como conheceu Axl Rose

Foto: Duff McKagan e Axl Rose, durante entrevista no clube CBGB em Nova York, 1987

Retirado de whiplash.net:

Em entrevista à revista Bass Frontiers, Duff McKagan comentou sobre os primórdios do Guns N’ Roses.

“Eu fui ver o Axl Rose no L.A. Guns. Mas era no Troubadour. Eu cheguei lá tarde e ouvi apenas algumas músicas. E ele era como um touro solto em uma arena. Era tipo… ‘Que diabos está acontecendo?’ E ele era diferente. Ele não era metal e ele não era punk; ele era ele próprio. E eu me identifiquei com aquilo. Mas nos encontramos neste local de ensaio e ele pegou o microfone para checar o P.A. e ele tinha duas vozes. Era como um som grave e aquela voz realmente aguda, forte. E ele levava a coisa a sério. Ele tinha se mudado de Indiana, Izzy (Stradlin) tinha se mudado de Indiana, eu me mudei de Seattle. Nós não estávamos ali para tocar sem compromisso. Não estávamos ali para tocar em uma bandinha de escola. Nos queríamos começar algo, algo de verdade. E quando aqueles cinco caras, Steven Adler e Slash, Izzy, Axl e eu, entramos numa sala pela primeira vez, estava na cara. Todos havíamos estado em outras bandas em que sempre havia um ponto fraco. Sempre havia um ponto fraco até aquele momento. E quando você toca desde os 13, e você está com 20 anos, você se sente como um veterano.”

“Você fez tours, vocês fez shows, e você não está brincando. E então eu peguei aulas para aprender a tocar baixo e… nós todos levamos muito a sério. Steven e eu tocávamos juntos. Vivíamos para aquilo. E Steven e eu tocávamos Cameo, para Steven pegar aquela pegada. E aquilo influenciou a pegada em Appetite For Destruction. Tudo veio de tocar Cameo, Sly And The Family Stone. Tocar acompanhando provavelmente uma fita cassete. E depois tocamos nossas próprias músicas e criamos nossa pegada. E ele se tornou o cara com a melhor pegada de bateria em um kit pequeno do mundo. Sem uma prateleira de tom-tons. Apenas um tom no chão e uma caixa. E um bumbo, hi-hat… cowbell. Mas tudo o que importava era a pegada. Sua pegada tem de ser boa, ou vá para casa. E ele tinha uma grande pegada.”

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